Cintilografia de perfusão miocárdica utilizando apenas estresse é seguro em pacientes de baixa probabilidade pré-teste de doença arterial coronária e reduz exposição à radiação
DOI:
https://doi.org/10.56102/afmo.2018.27Palavras-chave:
Doença das coronárias, Cintilografia, Anormalidades induzidas por radiaçãoResumo
Introdução: Cintilografia de Perfusão Miocárdica (CPM) confere prognósticas e diretrizes atuais que recomendam realização do exame sob o protocolo padrão de repouso/estresse (R/E). Objetivo: Avaliar o prognóstico da CPM utilizando o protocolo de apenas estresse em população de baixo risco. Métodos: O estudo prospectivo incluiu 46 pacientes consecutivos após CPM. Aqueles que preencheram os seguintes critérios na admissão realizaram a fase de estresse inicialmente: 1. Baixa probabilidade pré-teste (<50%) de Doença Arterial Coronária (DAC) significativa baseada nos critérios de Diamond e Forrester; 2. Capazes de realizar estresse em esteira ergométrica; 3. Não terem diagnóstico prévio de DAC; 4. Terem o eletrocardiograma (ECG) de repouso interpretável. A indicação da CPM foi teste ergométrico prévio anormal por alterações de ST em 63% e angina atípica em 22%. A probabilidade média pré-teste de DAC foi de 11,3% (4% - 46%). A média das idades foi de 40 anos (30 - 49), 60% era do sexo feminino. Os incluídos foram
submetidos à fase de estresse, sob o protocolo de Bruce; a frequência cardíaca (FC) média alcançada foi 92,9% da FC máxima prevista para a idade. Todos os envolvidos alcançaram carga de trabalho ≥ 6 METS (média 9,4 MET). Se a imagem de estresse fosse normal de forma inequívoca era finalizada o exame. Qualquer suspeita de artefatos e/ou presença de defeitos perfusionais no estresse, os participantes realizavam o repouso e eram excluídos do estudo. Resultados: O ECG de estresse revelou alterações do seguimento ST em 30% dos participantes, com padrão ascendente em 35%, horizontal em 7% e descendente em 57%. Nenhum deles referiu angina na fase de estresse. A duração média do exame foi de 115 min (protocolo padrão R/E 240 min). A dose do radio fármaco (Tc99m-MIBI) injetada foi significantemente menor do que a prevista para o protocolo padrão (9,2 mCi, vs 33,9 mCi – p<0,00001) com redução a exposição à radiação de 77% (2,5 mSv vs 11,4mSv). O seguimento foi obtido em todos os participantes com uma média de 19,9 meses (variando de 6 a 34). Nenhum evento mórbido (óbito, infarto do miocárdio fatal ou não fatal) ou revascularização do miocárdio ocorreu
durante o período de seguimento. Conclusão: A CPM normal utilizando o protocolo de estresse em indivíduos de baixa probabilidade pré-teste de DAC, confere bom prognóstico, não tendo ocorrido eventos fatais e/ou revascularização em um seguimento de 19,9 meses, com importante redução a exposição à radiação e com protocolo de realização mais curto.
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