Estado de honestidade acadêmica pela obtenção não autorizada de respostas avaliativas entre estudantes de medicina
DOI:
https://doi.org/10.56102/afmo.2018.8Palavras-chave:
Cultura, Comportamento, Ética, Estudantes de medicinaResumo
Introdução: A avaliação do comportamento ético e moral de indivíduos no processo ensino-aprendizagem é um problema que suscita investigações. A proposta do estudo foi avaliar o estado de honestidade acadêmica, com referência à utilização da “cola”, entre alunos de diferentes níveis na graduação de Medicina. Métodos: O estudo prospectivo, observacional, transversal e analítico foi realizado na Faculdade de Medicina de Olinda-FMO, incluindo os graduandos do curso de Medicina da FMO, de ambos os gêneros e todas as idades que, de forma aleatória, responderam a um questionário sobre aspectos envolvidos na prática da “cola”. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética de Pesquisa em Seres Humanos. As variáveis quantitativas foram expressas por suas médias e desvios-padrão e as qualitativas, por suas frequências absolutas e relativas. Foi o utilizado o teste do Qui quadrado para avaliação de associações. Foi considerado o valor de p<0,05 para rejeição da hipótese de nulidade. Resultados: Foram avaliados 147 alunos do segundo, terceiro e quarto períodos, com 53% do gênero masculino, com média das idades de 24,2 ± 5,6. Onde 35 (23,8%), 39 (26,5%) e 73 (49,7%) eram dos segundos, terceiros e quartos períodos, respectivamente. Foi observada maior representatividade do desconhecimento sobre conceitos éticos e morais da prática da cola nos alunos do terceiro período (p= 0,0146) e o estado de honestidade acadêmica foi significantemente menor entre os alunos do segundo período (p=0,0172). Conclusão: Existe persistência de práticas acadêmicas desonestas ao longo da formação de estudantes na área da saúde e desconhecimento de conceitos éticos e morais de forma significativa.
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