Disponibilidade de informação à população sobre os principais fármacos utilizados para o tratamento da dor crônica

  • Catarina Vidal de Moura Centro Universitário Maurício de Nassau
  • Sarah Silva Bezerra Centro Universitário Maurício de Nassau
  • Thais Milla Franco de Freitas Centro Universitário Maurício de Nassau
  • Joyce Ferreira Gomes de Oliveira Universidade de Pernambuco
  • Raphaella Amanda Maria Leite Fernandes Faculdade de Medicina de Olinda
Palavras-chave: Dor crônica, Bulas de medicamentos, Acesso à informação

Resumo

dor é definida como uma experiência sensitiva e emocional, associada ao dano Introdução: tecidual real ou potencial, ou à descrição desses danos. É uma causa frequente de busca ativa por atendimento médico, com impacto negativo nas atividades diárias. A dor é crônica quando tem duração maior que três meses e o seu mecanismo de ação não necessita de lesão instantânea para desencadear o estímulo álgico e contínuo. A falta de treinamento e os mitos podem levar, por exemplo, a medos descabidos dos efeitos adversos de medicações. Dessa forma, as informações adequadas são essenciais para todos os profissionais de saúde e pacientes envolvidos com o tratamento da dor crônica. Objetivos: Promover uma pesquisa da prevalência de informações disponíveis sobre o tratamento farmacológico das dores crônicas para a população em geral. Além disso, demonstrar a limitação dos dados contidos nas bulas medicamentosas e a disponibilidade de acesso da população a essas informações. Métodos: Foram analisadas bulas de medicamentos à procura de indicação para o tratamento da dor crônica. Foram consideradas 4 classes de fármacos utilizadas no tratamento da dor crônica, as quais são: anticonvulsivantes, antidepressivos tricíclicos, benzodiazepínicos e inibidores seletivos da recaptação de serotonina. Resultados: Dos 62 fármacos pesquisados, 37 (59,68%) estavam disponíveis para consulta gratuita, sendo 25 (40,33%) indisponíveis. Desses 37 disponíveis, 13 (35,14%) tinham indicação formal na bula para o tratamento de algum tipo de dor crônica. Conclusão: Existe um prejuízo para a população geral no conhecimento sobre condições dolorosas crônicas uma vez que as bulas, em sua maioria, têm restrição de dados ou a falta de indicações para o tratamento da dor crônica. Além disso, observa-se que é necessária uma melhor abordagem deste tema para os profissionais de saúde e pacientes, em especial, objetivando um manejo mais bem conduzido.

Biografia do Autor

Catarina Vidal de Moura, Centro Universitário Maurício de Nassau
Discente do curso de Medicina do Centro Universitário Maurício de Nassau.
Sarah Silva Bezerra, Centro Universitário Maurício de Nassau
Discente do curso de Medicina do Centro Universitário Maurício de Nassau.
Thais Milla Franco de Freitas, Centro Universitário Maurício de Nassau
Discente do curso de Medicina do Centro Universitário Maurício de Nassau.
Joyce Ferreira Gomes de Oliveira, Universidade de Pernambuco
Discente da Universidade de Pernambuco (UPE).
Raphaella Amanda Maria Leite Fernandes, Faculdade de Medicina de Olinda
Coordenadora Acadêmica da Faculdade de Medicina de Olinda (FMO).
Publicado
04-09-2019
Seção
Artigos Originais