Efeitos da desprescrição de inibidores de bomba de prótons
DOI:
https://doi.org/10.56102/afmo.2019.112Palavras-chave:
Desprescrição, Toxicidade, Ácido gástrico, EsofagiteResumo
Introdução: Entre os medicamentos mais prescritos mundialmente encontram-se os inibidores da bomba de
prótons (IBP), que apresentam bastante utilidade no tratamento de doenças gástricas e eficácia pela sua baixa toxicidade e
bloqueio da secreção gástrica. Apesar da sua utilidade durante o tratamento, o uso prolongado destes medicamentos pode
causar sérias complicações e prejuízos para o paciente que faz uso contínuo desses fármacos. Com o intuito de diminuir a
dose ou interromper o uso de medicamentos que possam trazer danos, tem-se investido muito na desprescrição de IBP, que
deve ser realizada de modo a considerar os benefícios, a finalidade do tratamento, a comodidade, a idade e também a
cooperação do paciente. Realizar uma revisão de literatura a respeito dos efeitos negativos Objetivo: e positivos da
desprescrição dos inibidores de bomba de prótons. Métodos: Revisão narrativa a respeito da desprescrição do IBP
realizada na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e nos bancos de dados SCIELO, LILACS, usando os descritores:
desprescrição, toxicidade, ácido gástrico e esofagite. Foram selecionados 15 artigos publicados nos últimos 12 anos que
envolviam os três núcleos temáticos: Ação dos inibidores de bomba de protóns sob a secreção gástrica, complicações pelo
uso prolongado de IBP e a importância da desprescrição dos IBPs. Resultados: Sabe-se que vários pacientes acabam
automedicando-se ou dando continuidade a tratamentos anteriores sem o conhecimento médico; além disso, o uso de
muitos fármacos juntos sem uma análise prévia para a patologia pode ocasionar várias complicações. Desse modo, a
desprescrição desses medicamentos, especialmente dos IBPs, é uma das maneiras de impedir efeitos indesejados,doenças
no pacientee até mesmo complicações de doenças pré-existentes. A importância da desprescrição é evitar que IBPs sejam
prescritos por tempo indeterminado e também garantir a segurança do paciente evitando sua exposição a riscos inerentes
de reações adversas, erros de medicação, interações medicamentosas e internações em decorrência de complicações para o
mesmo. Conclusão: Nesse sentido, embora sejam potentes para as doenças gástricas, os IBPs são desnecessários para
algumas doenças digestivas, daí a importância de uma equipe multidisciplinar para tratar o paciente e reduzir a prescrição
destes IBPs. Concluímos que para realizar a desprescrição é preciso, então, escolher o tratamento que tenha uma
abordagem geral e que traga menos prejuízo à saúde e à vida do paciente.
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