Manuseio de apendicite aguda não complicada em crianças
Revisão da evidência publicada em 2017-2018
DOI:
https://doi.org/10.56102/afmo.2018.18Palavras-chave:
Apendicite aguda não complicada, Criança, Tratamento médico., Tratamento com antibióticos, ApendicectomiaResumo
Objetivo: Revisar a evidência existente em 2017-2018 e divulgar informações, com base científica sólida, no que se refere ao tratamento clínico para crianças com apendicite aguda sem complicações. Métodos: Foi realizada pesquisa de literatura para os anos 2017/2018 utilizando os seguintes descritores: apendicite aguda sem complicações, crianças, apendicite pediátrica, tratamento, tratamento médico, tratamento clínico, tratamento com antibiótico, tratamento não cirúrgico e tratamento cirúrgico, apendicectomia. Os ensaios controlados randomizados constituíram a melhor fonte de informação. Resultados: Na literatura revisada, pode-se dizer que a abordagem clínica para a apendicite aguda sem complicações em crianças apresenta resultados semelhantes quanto a permanência hospitalar, dias de antibioticoterapia, menor intensidade e duração da dor e taxas de complicações primárias perioperatórias, podendo haver mais readmissões para pacientes internados e outras doenças concomitantes quando comparadas com o tratamento cirúrgico. No entanto, esta nova abordagem (tratamento clínico) reduz a taxa de apendicectomia negativa, abrevia o tempo de licença por doença e cuidados médicos, promove o retorno mais breve da criança à escola e outras atividades normais, diminui o custo hospitalar e complicações à longo prazo. Conclusão: O tratamento com antibióticos isoladamente parece ser terapia segura de primeira linha em crianças selecionadas com apendicite aguda sem complicações e merece estudo randomizado controlado em hospitais terciários no Brasil. Aqueles pacientes que necessitarem de apendicectomia no futuro não apresentarão complicações significativas. Estudo multicêntrico brasileiro que compare o tratamento inicial com antibióticos versus apendicectomia, incluindo abordagem ao nível ambulatorial, deverá ser realizado para avaliar a eficácia e segurança desta nova abordagem.
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