Absorção de gemelar na gravidez – relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.56102/afmo.2019.65Resumo
Introdução: A morte unifetal até o fim do primeiro trimestre, cuja incidência orça em 50%, está associada à completa reabsorção do ovo, não havendo, no parto, qualquer evidência de gravidez gemelar1. Relato de caso: A. C. S., 42 anos, realizou ultrassonografia (USG) transvaginal em maio de 2018, com os seguintes achados: endométrio espessado, apresentando duas imagens aneicóicas compatíveis com sacos gestacionais. Realizou logo a seguir, dosagem da fração beta do hormônio gonadotrófico coriônico humano (BHCG), confirmando a gravidez. Em novo USG em julho de 2018 evidenciou-se óbito em um
gemelares e no exame seguinte em setembro do mesmo ano, o relato é de gestação única. A gestante, com gestação única, continuou a fazer suas consultas pré-natais, e evoluiu para parto normal sem intercorrências com recém-nascido saudável. Comentários: Aproximadamente 14% das gestações gemelares são reduzidas espontaneamente a gestação única, até o final do primeiro trimestre. A monocorionicidade está relacionada a muitas complicações tais como: síndrome de transfusão gêmeo-gemelar (STGG), restrição seletiva do crescimento fetal (CIUR), óbito fetal intrauterino e gêmeo acárdico. O manejo das situações irá depender da idade gestacional, da gravidade do acometimento dos fetos e do comprimento do colo uterino. A gestação gemelar com perda fetal por absorção no primeiro trimestre, em sua maioria, não resulta em maiores complicações, podendo a gestação resultante seguir até o termo sem maiores intercorrências.
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